Existe algo de reconfortante na palavra recomeço.

Abre-se imediatamente, um mundo de possibilidades perante nós e um acreditar que o “amanhã melhor” está ao nosso alcance.

Por vezes, tantas vezes, precisamos mesmo de um recomeço. De uma volta de 180º, de um salto de fé, repleto de medo e coragem.

Outras vezes, precisamos apenas de uns ajustes. Duplicar o tempo de alguma forma. Tempo para nós, para os nossos.

Setembro, traz sempre um novo respirar. Uma vontade enorme de querer mais, fazer mais. Uma paz ansiosa inexplicável. E um Ser tão mais significativo do que um Ter.

Com ele, chega também uma agoniante dualidade de sentimentos. Perguntas que procuram respostas. Respostas que tanto nos confortam quanto inquietam.

No que toca à maternidade, dificilmente teremos respostas imediatas.

Queremos sempre o melhor e perscrutamos o nosso intimo à procura de uma resposta. Procuramos ouvir a nossa voz interior, a que nunca nos falha e que sabe sempre qual o caminho a seguir, mas muitas vezes, nem essa voz tem o poder de nos consolar. No entanto, essa é a voz em que podemos e devemos sempre confiar.

O tempo, que referimos tantas vezes como inimigo, nunca para. E com ele chega a culpa, que nos deprime e sufoca.

O segredo, como sempre, é descomplicar. Perceber que chegamos. Que somos suficientes e que o tempo não é nosso inimigo. Aprender a viver mais devagar, apreciar cada momento do dia a dia. Definir prioridades, sem esquecer que nós e os nossos, devemos ser sempre A prioridade.

E viver. Não nos podemos esquecer nunca de viver, porque se é para recomeçar, que o viver venha em primeiro lugar na lista de tarefas e que o amor seja a constante das nossas vidas. Amarmo-nos mais, a nós e aos nossos é tarefa de uma vida!

A Vanessa também escreve aqui. Num sitio só seu.

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