Hoje trazemos nesta rubrica um tema que está cada vez mais em discussão, devido não só à falta de emprego, como também à própria falta de tempo que os pais têm para estar com os filhos hoje em dia, caso trabalhem.

No meu caso, neste momento sou mãe a tempo inteiro. As razões que me levaram a isso ficarão para outra rubrica.

Seja o pai ou a mãe, muitas vezes o casal já se deparou a pensar: e se eu fosse mãe/pai a tempo inteiro? E com isto, na nossa opinião, há muitos cenários e questões a ter em consideração. No nosso caso, tivemos em cima da mesa as seguintes questões:

– Qual é o preço do berçário/creche para onde o bebé vai? O horário permite que um de nós o vá levar e buscar?

– Qual dos pais ficará? Quem recebe menos e tem um emprego “menos estável” para que possa ficar em casa com o bebé?

– Qual de nós terá a possibilidade de voltar ao mercado de trabalho mais facilmente assim que a criança vá para o jardim-de-infância?

– Será melhor resguardar o bebé em casa até que idade? É possível que ele/ela não esteja tantas vezes doente como se for para a creche?

Isto foi só algumas das questões base que colocámos aquando da nossa decisão. Posto isto, temos umas coisinhas a dizer.

Em primeiro lugar, na nossa opinião, e segundo aquilo que andámos a ler, o bebé começa a necessitar mesmo da interacção com outras crianças, precisamente quando vai para o jardim-de-infância. Depois, não há lugar melhor que a nossa casa e pessoas que protejam melhor o nosso bebé que os próprios papás. Com os estímulos certos e as rotinas adequadas, o bebé estará tão bem ou melhor desenvolvido do que os bebés que vão para o berçário/creche.

Depois, é preciso perceber que um dos ordenados é perdido… ou seja, descontando com o que gastariam com o berçário/creche, o resto do ordenado não entrará para o orçamento familiar. Por isso, há que fazer contas… e ver se realmente há possibilidade de um dos elementos do casal ficar em casa.

Por fim, também devemos ter em consideração a questão de voltar ao mercado laboral quando o bebé já “é independente”, ou seja, quando necessita de ir para a escolinha: será que conseguimos voltar a trabalhar facilmente? A nossa formação permite-nos voltar após alguns anos?

Nota importante: é claro que no texto acima estamos a considerar quem voluntariamente deixou o trabalho para ser mãe/pai a tempo inteiro. Infelizmente hoje em dia, é mais ao contrário, há muitas pessoas que involuntariamente perderam os seus empregos, e desta forma passam a ser pais ou mães a tempo inteiro.

Qual é a vossa opinião sobre esta temática? Acham que um pai ou uma mãe deve ficar em casa a tempo inteiro? Algum/a de vocês é pai/mãe a tempo inteiro?

Partilhem as vossas experiências ou as de alguém que conheçam!

Obrigada e até breve! 🙂

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