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E quando chega aquela altura em que o “relógio biológico” decide dar horas? Quando é (se é que existe) a altura certa para ter filhos?

Para nós enquanto casal, a decisão de ter um filho foi, até hoje, a decisão mais importante que tomámos. O medo das críticas exteriores, o receio de, como mulher em Portugal, ser excluída do mercado laboral apenas por estar grávida, a mudança de horários, rotinas e outros factores, foram tidos em conta na nossa decisão.

E a questão emocional? Será que, como casal, os nossos “relógios biológicos” estão em sintonia? A relação é estável e forte o suficiente para avançarmos para o projecto de vida que é a paternidade? Um filho é o melhor do mundo e traz uma felicidade infinita, mas se uma relação já não estava bem antes de ter filhos, não vai melhorar com a sua chegada.

Em termos financeiros, estamos seguros para ter um bebé? No nosso caso – e eu acho que ajudou bastante – sentámo-nos e fizemos um Excel (sim, o meu marido é um viciado em ficheiros excel para tudo e mais alguma coisa!) sobre os gastos essenciais de ter um filho, mais algumas poupanças que teríamos que fazer para imprevistos. Um bebé requer algum esforço financeiro, daí é importante estamos preparados para essa questão – mais racional, sim, mas não deixa de ser bastante importante.

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Depois de dizermos tudo isto, algumas pessoas pensarão: então, afinal nunca vamos estar preparados para ter filhos, certo?

Caros leitores…nada temam!

Se as vontades do casal se coadunarem (e por vezes com um toque de elasticidade nas transigências) e após conversação tomarem a decisão de ter um bebé, vão em frente.

Vão com a consciência que poderão encontrar pedras pelo caminho e que não é uma tarefa fácil, mas que o vosso amor será sempre o mais importante para este novo e desafiante passo.

Até à próxima!

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