E de repente as visitas acabam de maneira abrupta.

Eis que após o primeiro mês, vá, segundo, de repente o bebé deixa de ter interesse para os demais.

Durante o primeiro mês, era um vai e vem de telefonemas com as pessoas a quererem marcar o ponto para verem o novo rebento e sem nos apercebermos bem como, os telefonemas acabam e ficamos completamente sozinhas.

Chegou a acontecer com a minha primeira filha, ter pessoas que não paravam de telefonar para verem a bebé, e que após oito anos de vida, nunca mais lhe puseram a vista em cima.

Eu não entendo, os primeiros meses são tão complicados para a nova família, com novas rotinas, que honestamente não dá muita vontade de receber pessoas, às vezes pessoas com quem não nos damos assim tanto, mas que insistem que têm que ver a criancinha, numa de que vão ficar mal vistas se não aparecerem, mas que depois, passado o entusiasmo inicial, desaparecem.

E é depois deste período de adaptação que nos faz alguma falta a companhia, o pai volta ao trabalho, os filhos mais velhos vão para a escola, e nós que até precisávamos de um adulto nem que fosse só para falar, vemo-nos “abandonadas” com fraldas, maminhas e biberões sem todos os amigos e familiares que estavam tão interessados em vir cá a casa.

Não consigo perceber muito bem o porquê deste fenómeno, mas pelo menos eu, acabo por me sentir muito sozinha durante o período de licença, é um dia inteiro à espera que o pai chegue do trabalho para falar com um crescido e aliviar a carga do dia a dia com um bebé.

Peço à comunidade em geral que espalhe as visitas, tentem perceber quando é que realmente a mãe precisa da companhia, não atrapalhem, ajudem, nem que seja com conversa de “xaxa” que nos tire a mente de cocós e maminhas.

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