20120528-190418

Eu saí de casa em 2012.

Desde essa altura que eu fiquei muito desapegada às coisas.

Nem imaginam.

Tive que vender imensas coisas. Coisas de que gostava, que hoje fazem-me falta.

Mas fiz opções, muitas delas forçadas e hoje vejo que os bens materiais não são tão importantes como eu pensava.

Eu consegui viver este tempo sem essas coisas.

Sem máquina de pão, sem máquina de costura, sem dezenas de livros, sem kg de roupa, enfim, tudo o que deixei de ter.

Desliguei-me das coisas porque considerei-as como tralha.

Foi a maneira mais fácil que arranjei para justificar ter ficado sem os meus livros de organização. Os que vendi, os que gostava muito, mas nem sitio tinha para os colocar e o dinheiro fazia-me falta.

Como disse, fiz opções. O que achei melhor na altura.

E hoje olhando em volta, e se fosse para uma casa nova, tinha meia dúzia de livros, um par de lençóis, 2 molduras e de mobília, tenho apenas a minha cama.

Um divã que comprei no Lidl há imenso tempo e tem dado cabo das minhas costas, mas é o que posso de momento. Não há dinheiro e espaço para mais.

Por isso se o vosso problema é terem coisas a mais, às vezes o melhor é deixar ir.

Não ser saudosista e guardar tudo o que acumulou ao longo dos anos.

Desapegue-se. Eu fiz e vou continuar a fazer e sinto-me cada vez mais leve.

E isto vale para bens materiais e para as pessoas.

Porque há pessoas que também são tralha.

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