A filha mais velha tem agora oito anos.

Mas os oito anos de hoje em dia não são nada iguais aos oito anos que eu me lembro.

Sim, brinca com bonecas, mas tem acesso a muito mais tecnologia do que no meu tempo.

Sim, gosta de se maquilhar com as coisas da mãe, mas está mais ligada ao que se passa no mundo lá fora.

Sim, gosta de andar de patins e trotinete, mas tem mais milhas percorridas do que eu tinha com a idade dela.

A nossa sociedade está em constante evolução, e não é tudo necessariamente mau.

Estamos mais “perto” uns dos outros, viajamos com mais facilidade e temos acesso a mais tecnologia e avanços da ciência. Isto molda-nos e molda as crianças de cada geração, que como muitas vezes dizemos, parece que já nascem ensinadas, parece que já são mais maduras do que éramos com a idade delas, mais conscientes do que as rodeia e no meu caso, mais empáticas do que eu alguma vez fui com a idade dela.

A filha mais velha agora gosta de preto, quer um quarto preto e branco (fase gótica nesta idade?), adoro que já tenha as suas ideias bem formadas, que questione o porquê das coisas e que obrigue mesmo os adultos a justificarem as suas acções.

A filha mais velha disse-me noutro dia: Adoro-te como mãe, mas vou ser uma mãe muito diferente de ti.

Espero que sim, que aprenda com os meus erros, como eu aprendi com os da minha mãe, e que seja melhor mãe que eu, porque ao fim e ao cabo estamos sempre em evolução para nos tornarmos melhores do que a geração anterior.

Related Posts with Thumbnails