Ao passear noutro dia por um grupo de mães no Facebook deparei-me com um post que a mim me pareceu o exemplo perfeito do estado em que está a profissão de mãe hoje em dia: pelas ruas da amargura.

Esta mãe em questão é defensora de uma filosofia em que não devemos ler histórias às crianças até uma certa idade, pois elas não sabem distinguir o real da ficção. Admito que quando comecei a ler o post, pensei para mim mesma: “olha que realmente isto tem lógica, as crianças podem fazer confusão ” mas este pensamento também me passou rapidamente, pois já estava a tomar um caminho parecido à culpa. A sério que até histórias para dormir são desaconselhadas??

Eu acho que estas teorias todas já andam a tomar um rumo muito pouco saudável, e a única coisa que trazem é a culpa às mães que já de si estão sempre a acharem-se culpadas de alguma coisa. Com tanto acesso a  tanta informação, perdeu-se o instinto maternal primário.

Se por um lado é óptimo temos cada vez mais informações sobre tudo, por outro lado chegou-se a um ponto de extremismos em relação a practicamente tudo o que diz respeito à maneira como educamos os nossos filhos e a pressão para sermos a mãe e família perfeita é demasiada.

Leiam histórias ou não leiam histórias, mas cientes de que o que quer que escolham fazer não deixará os vossos filhos traumatizados certamente.

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