Eu sei que Portugal não é um mau país para se viver com crianças, temos uma boa licença de maternidade, um país calmo, mas que mesmo assim fica muito aquém de outros países. Este verão resolvemos fugir do calor e rumámos à Holanda.

Apesar das mães na Holanda terem uma licença apenas de três meses, todo este país está virado para a família. Desde os vários espaços comerciais sempre com um espaço para os miúdos, aos horários laborais que começam e terminam mais cedo para que as crianças não fiquem horas a fio em creches, passando mesmo por uma ideia já muito enraizada, de que as mulheres quando são mães, passam normalmente a trabalhar em part time.

Todo o país parece focado no tempo em família, a maioria dos cafés e restaurantes têm um espaço pensado para os miúdos, com legos , brinquedos ou apenas uma mesa com lápis e folhas, é normal haver nas esplanadas da praia, escorregas e casinhas e baloiços.

Há imensos parques infantis espalhados pelos vários bairros e apesar do tempo não ser tão solarengo como no nosso país, a brincadeira ao ar livre é bastante promovida, as crianças sujam-se imenso e brincam na areia sem preocupações, não existem centros comerciais como nós os conhecemos e por isso, toda a gente compra no bairro onde vive ou no centro da cidade.

Em termos de trabalho, as empresas já estão à espera de que quando uma mulher tem filhos, passa a trabalhar menos horas por semana, há quem saía mais cedo todos os dias e quem opte por tirar um dia por semana, calculo que não seja assim em todo o lado, mas na grande maioria dos casos há já esta predisposição. Mesmo assim, os horários de trabalho são mais pensados para quem tem família e mesmo quem trabalha a tempo inteiro, entra e sai mais cedo, pois toda a vida começa cedo, para que as crianças tenham tempo de brincar e estar com os pais, antes da hora de ir para a cama.

O tempo passado com os nossos filhos é essencial ao seu desenvolvimento e cada vez mais é preciso que toda a gente tenha em mente que a família é o pilar da nossa sociedade é que é necessário apoiarmos-nos, para que as gerações futuras cresçam saudáveis e equilibradas sentimentalmente.

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