No outro dia apareceu-me uma serie de memórias (no Facebook), que me chamaram a atenção.

Vi memórias de outros tempos, em que pensava de maneira diferente, em que convivia com pessoas que hoje não fazem parte da minha vida, vi coisas que escrevi que hoje nem me passa pela cabeça e todos os dias faço esse exercício. Vou ver as memórias e vejo que estou uma pessoa muito diferente. E para melhor, o que me faz sorrir.

Muito focada em mim, na minha vida, em que só penso em resolver OS MEUS problemas, em que só me meto na minha vida, em que tenho coisas bem mais importantes para pensar, “esqueço-me” de ligar a coisas pequeninas.

Portugal está a arder e isso sim preocupa-me.

O cachorro da família, o Sport Billie que vive com o meu pai, que tem 15 anos e está a morrer, isso sim preocupa-me. O meu pai ligar-me a chorar porque vê o seu melhor amigo doente, isso sim é desesperante.

Acho que me tornei egoísta, acho que agora não me preocupo com coisas e com pessoas que dantes ocupavam a minha mente.

Há merdas que já não entram. Há “guerras” que já não me meto. Acho que só quem passa por momentos difíceis, com tentativas de suicídio à mistura, já não liga a merdas. Não ligo nem posso ligar. Porque está na altura de ser egoísta.

Sou a mesma para quem me merece. Estou lá sempre para quem gosto. O resto, é mesmo o resto.

Desculpem o desabafo.

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